Três tendências do DWX que mudam a estratégia de comunicação das empresas

O DWX revelou três tendências que redefinem como empresas de tecnologia precisam se comunicar: a IA como camada de decisão no C-level, o dado tratado como produto com governança clara, e o gap entre adoção e resultado como novo argumento de mercado. Quem souber comunicar onde está nessa transformação sai na frente.

Eventos como o DWX não são apenas sobre tecnologia. São sobre sinais. Sobre o que o mercado está priorizando, onde o dinheiro está indo e, mais importante, o que vai mudar na forma como as empresas precisam se posicionar nos próximos meses.

Duas palestras em particular deixaram três tendências muito claras. E cada uma delas tem uma implicação direta para a estratégia de comunicação de qualquer empresa que atua no ecossistema de dados, tecnologia ou transformação digital.

Tendência 1: IA como nova camada de decisão nas empresas.

Jean Ertzog, da Databricks, apresentou o case das Casas Bahia: executivos tomando decisões críticas em dois minutos, com dados governados acessados diretamente pelo Microsoft Teams, em linguagem natural. A IA não é mais uma ferramenta de análise. É uma camada de decisão integrada ao dia a dia do C-level.

A implicação para comunicação é direta: quando a empresa usa IA para tomar decisão, ela precisa saber explicar isso. Para clientes, que vão querer entender como isso afeta o serviço que recebem. Para parceiros, que vão avaliar a maturidade tecnológica da empresa. Para o time interno, que precisa confiar no resultado que o sistema produz. Comunicar IA de forma clara, sem jargão e sem exagero, virou competência estratégica.

Tendência 2: dado como produto, não como repositório.

Cesar Ripari, da Qlik, apresentou o modelo DARE: Dados, Agentes, Responsabilidades e Execução. O dado deixou de ser um subproduto das operações e passou a ser um produto em si, com qualidade monitorada, governança definida e valor claro para quem o utiliza.

Empresas que chegaram a esse estágio precisam comunicar isso de forma diferente. O posicionamento muda: não é mais "temos dados", é "nossos dados têm qualidade, contexto e governança que sustentam decisão real". Essa diferença, quando bem comunicada, é um diferencial competitivo poderoso.

Tendência 3: o gap entre adoção e resultado vira argumento de mercado.

Ripari apresentou um dado do Boston Consulting Group que vai circular pelo mercado nos próximos meses: 88% dos colaboradores usam IA, mas menos de 5% das empresas têm resultado real.

Esse gap vai se tornar um dos principais argumentos de posicionamento no setor.

As empresas que estiverem no grupo dos 5% precisam comunicar isso ativamente. As que ainda estão no grupo dos 88% precisam comunicar qual é o caminho que estão trilhando para sair de lá.

Em todos os casos, a comunicação é o que transforma posicionamento em percepção de valor.

O mercado está se movendo. As referências estão sendo estabelecidas agora. E as empresas que souberem comunicar onde estão nessa transformação, com clareza, consistência e nos canais certos, vão construir autoridade enquanto os concorrentes ainda estão tentando entender o que aconteceu.

A Whisper acompanha esse movimento de dentro. Comunicação estratégica, design e tecnologia a serviço de quem quer estar no lugar certo quando o mercado olhar.